quarta-feira, 7 de abril de 2010

Quem vem comigo?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Loucas Manias

Hey pessoal. Como vocês estão?
Hoje resolvi postar uma coisa mais animada aqui. E para ficar mais interessante por que não chamar alguns companheiros da Blogsfera?
Pedi para que alguns dos meus blogueiros favoritos citassem suas manias.
Preparem-se, vocês vão conhecer suas manias mais loucas – ou não.


Camila Anastasi
Blog Carpe Diem

Minhas manias...
1º Tomar banho antes de dormir (adoroooo);
2º Simplesmente louca por chicletes... Mania de mascar. Se não tiver um chiclete, pode ser um canudinho (eca);
3º Balançar a perna todas as vezes que estou nervosa. Se estiver de pé costumo bater o pé no chão! (tipo criança emburrada);
4º Coçar a cabeça sempre que estou com sono, ou tensa. Se já estiver deitada, não me importo que alguém faça cafuné... se não eu mesma faço;
5º Comer pizza com Ketchup, principalmente se for de mussarela. Pizza sem ketchup, não é gostosa para mim. ( também adoro arroz com limão... Sou capaz de comer uma panela de arroz se tiver um limãozinho).

Jhenifer Pollet
Blog Princesa Moderna

Manias são complicadas... Tenho um mooonte!
1º Tipo, quando estou nervosa eu falo, falo, falo sem parar e passo a mão na nuca. Isso acontece direto;
2º Eu só durmo de luz ligada e porta fechada, além disso, a cama tem que estar muuuito bem arrumada, se não estiver, eu arrumo antes de dormir;
3º Escrevo histórias mentalmente no chuveiro e fico meia hora tomando banho por isso;
4º Ligo o pc antes mesmo de tomar café;
5º Fico falando "tipo" quase toda hora;
6º Falo da faculdade 15 horas por dia.

Abel
Site AnimeCafé
Tumblr

1º Verificar por várias vezes se o celular está ligado no meio de uma sessão de cinema;
2º Toda vez que estou descalço em casa e ouço o barulho de uma moto passando na rua, eu evito deixar o pé encostado no chão (ou seja, sempre tenho que sentar ou subir em algum lugar);
3º Ás vezes quando encosto o braço em algum lugar tenho que bater uma segunda vez.

Juliana Arújo
Blog Crazy Teen
Tumblr

Sei como é, eu tenho muitas. Vou falar as 5 mais manias.
1ª ficar desligada pensando na vida;
2ª Ficar mordendo a unha;
3ª ficar tirando um anel de um dedo pra o outro;
4ª Ligar o ventilador antes de dormir;
5ª desligar a caixinha de som do meu computador antes de dormir (mania mais entranha para mim).

Obrigada a todos que participaram. É uma honra tê-los aqui.
Gostaram?
Beijokas.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Música

Tá bom, eu assumo. Eu amo Espanhol.
Sim, sim. Assisti todas as novelas Mexicanas que passaram no SBT.
Mas não é disso que eu vou falar hoje. Quem ai gosta de música?
Bem , o fato é que há um ano minha prima, que mora na Espanha, me indicou algumas músicas que fazem sucesso por lá e desde então elas não saem da minha playlist.
Espero que gostem.


Conchita - Nada que perder




Carlos Baute & Martha Sánchez - Colgando en Tus Manos



Beijokas e bom feriado.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Velhos x Novos


Nós, adolescentes, pensamos ser os donos da razão, não nos importamos com o que as pessoas falam da gente, ouvimos música no último volume, fazemos bagunça e não arrumamos, assistimos a filmes de terror, vamos a balada e, claro, (quase) nunca estudamos.
Os mais velhos? Bem, eles são chatos, não ouvem música, só assistem jornal, gostam de tudo no lugar, vão a missa todo domingo pela manhã. Certo?
Se for assim que vemos as coisas, vamos pensar melhor.
Há uns cinquenta anos esses “velhinhos” tiveram a sua idade. Sim, eles já foram adolescentes. Mas naquela época tudo era diferente: os passeios, os namoros, as músicas, as festas, enfim, os tempos.
Talvez o motivo para que eles não queiram que a gente saia sábado a noite seja pelos perigos da cidade ou por puro conservadorismo. Quando eles perguntam sobre os estudos e o serviço, não é para criticar e comparar com o passado, mas porque se preocupam com o nosso futuro.
Nós temos que entender que um dia nós teremos 70 anos e que as preocupações que os rondam serão as mesmas que nós teremos em relação aos nossos netos.
Eles, por sua vez, têm que entender que os tempos mudaram, e lembrar que eles já tiveram a nossa idade.Nada é para sempre.

sexta-feira, 26 de março de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Recalculando

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico. Sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que "nosso amor" e sua desajeitada e irrefletida permanência.

Martha Medeiros

terça-feira, 23 de março de 2010

O Primeiro Beijo

weheartit
Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?
Ele foi simples:
- Sim, já beijei antes uma mulher.
- Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, fala bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.
E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada.
O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga.
Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.
Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...
Ele se tornara homem.

Clarice Lispector in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998